Dec. 14, 2024
Hoje no Instagram uma ONG de preservação do catalão postou sobre uma notícia da Espanha, sobre profissionais de saúde que tinham sido rejeitados para vagas fixas de emprego na Catalunha. Eles eram empregados temporários, com anos de experiência, que tinham sido declarados "não aptos" no quesito da língua (o catalão).
A situação é complexa, e não conheço o contexto de saúde pública da Catalunha (por exemplo, si tem um déficit grave de profissionais de saúde), mas em princípio concordo. Para mim, no geral, todas as pessoas deveriam ter a capacidade de se exprimir e se comunicar na(s) língua(s) da região onde moram. Também tem um aspecto prático neste assunto: os pacientes de uma região específica têm direito a uma atenção de qualidade na sua língua materna.
Isso me fez lembrar um documentário que assisti este ano sobre o uso do asturiano em Asturias, Espanha. No depoimento dele, um enfermeiro compartilhou uma história sobre um doutor que não conseguia entender os sintomas de uma paciente porque ele não falava asturiano. É lamentável, mas o enfermeiro mencionou que tinha visto muitas situações do tipo. O catalão e o asturiano estão em situações diferentes (infelizmente, o asturiano nem é oficial na Espanha), mas ambas as línguas têm em comum serem minorizadas e estigmatizadas em diversos contextos nas próprias regiões.
No post, eu queria deixar um comentário, dando ênfase ao quanto pode ser fácil para um falante de espanhol aprender catalão porque as duas línguas são muito parecidas. No entanto, idealmente, esse comentário deve ser escrito e espalhado em catalão. Não dá para fazer num outro idioma e até agora só foquei nas habilidades passivas do catalão. Mesmo que isso tenha me trazido muitas satisfações, as habilidades ativas abririam para mim as portas de oportunidades gratificantes, como fazer parte de conversações que tenho interesse nas redes sociais.
Como diz o slogan da organização: Mantenho o catalão. Sempre, em todo lugar e com todo mundo!
Hoje, no Instagram, uma ONG de preservação do catalão postou («partilhou») sobre uma notícia dae Espanha, sobr a respeito de profissionais de saúde que tinham sido rejeitados para vagas fixas de emprego na Catalunha.
«da Espanha» é possível, mas é mais formal «de». As regras são complicadas.
«a respeito de»: para evitar a repetição de «sobre».
Eles eram empregados temporários, com anos de experiência, que tinham sido declarados "não aptos" no requeisito da língua (o catalão).
«Eles»: mais idiomático sem o pronome.
«quesito» é antiquado.
A situação é complexa, e não conheço o contexto de saúde pública da Catalunha (por exemplo, si tem um déficit grave de profissionais de saúde), mas em princípio concordo.
Podes também escrever «défice». Em alternativa: «se tem profissionais de saúde em falta», «se tem falta de profissionais de saúde».
Para mim, no geral, todas as pessoas deveriam ter a capacidade de se exprimir e se comunicar na(s) língua(s) da região onde moram.
«capacidade» ou «oportunidade»?
Também tem (/há) um aspecto prático neste assunto: os pacientes de uma região específica têm direito a uma atenção de qualidade na sua língua materna.
«tem» no sentido de «existir», «haver» é usado no português brasileiro. No português europeu, usa-se «existir», «haver».
«atenção» talvez queiras dizer «atendimento».
Isso me fez (ptpt: «fez-me») lembrar de um documentário que assisti este ano sobre o uso do asturiano emnas Astuúrias, em Espanha.
«lembrar de»: verbo + preposição («lembrar» + complemento direto sem preposição só é usado na linguagem muito formal)
Noum depoimento dele, um enfermeiro compartilhou uma história sobre um doutormédico que não conseguia entender os sintomas de uma paciente porque ele não falava asturiano.
«dele» refere-se a «um enfermeiro». Esta estrutura não é comum no português, ainda que possível.
«doutor» é usado como título («o doutor Silva»), nunca como profissão; neste caso, usa-se «médico». Ex.: «O doutor Silva é médico».
Mais idiomático: «por não falar asturiano»
É lamentável, mas o enfermeiro mencionou que tinha visto muitas situações do tipo.
Mais formal: «que tinha verificado/constatado»
O catalão e o asturiano estão em situações diferentes (infelizmente, o asturiano nem é oficial naem Espanha), mas ambas as línguas têm em comum o facto de serem minorizadas e estigmatizadas em diversos contextos nas próprias regiões.
«têm em comum o facto de» + infinitivo. Sem «o facto de» é possível, mas é um nível de língua que mostra algum descuido.
«nas próprias regiões» > melhor: «nas regiões em que são faladas»
No post, eu queria deixar um comentário, dando ênfase ao quanto pode ser fácil para um falante de espanhol aprender catalão porque as duas línguas são muito parecidas.
Alternativa: «porque» > «já que»
No entanto, idealmente, esse comentário deveria ser escrito e espalhado em catalão.
«idealmente» mostra que estás a falar no âmbito das hipóteses, não da realidade; logo, deves usar o condicional ou o conjuntivo.
Não dá para fazer num outro idioma e até agora só foquei nas habilidades passivas do catalão.
«habilidades» melhor: «conhecimentos». «Habilidades» usa-se para coisas mais manuais. «Habilidade linguística» é possível, mas soa estranho; melhor: «conhecimentos linguísticos»
Mesmo que isso tenha me (ptpt: «me tenha») trazido muitas satisfações, aos habilidadeconhecimentos linguísticos ativas abririam para mim as portas de oportunidades gratificantes, como fazer parte de conversações por que tenho interesse nas redes sociais.
«ter interesse em/por». «tenho interesse em/por conversações» > «conversações, em/por que tenho interesse»
Como diz o slogan da organização: «Mantenho o catalão.
Sempre, em todo lugar e com todo mundo! (ptp. «e com toda a gente»)!»
Sobre línguas minorizadas |
Hoje no Instagram uma ONG de preservação do catalão postou sobre uma notícia da Espanha, sobre profissionais de saúde que tinham sido rejeitados para vagas fixas de emprego na Catalunha. Hoje, no Instagram, uma ONG de preservação do catalão postou («partilhou») sobre uma notícia d «da Espanha» é possível, mas é mais formal «de». As regras são complicadas. «a respeito de»: para evitar a repetição de «sobre». |
Eles eram empregados temporários, com anos de experiência, que tinham sido declarados "não aptos" no quesito da língua (o catalão). E «Eles»: mais idiomático sem o pronome. «quesito» é antiquado. |
A situação é complexa, e não conheço o contexto de saúde pública da Catalunha (por exemplo, si tem um déficit grave de profissionais de saúde), mas em princípio concordo. A situação é complexa, e não conheço o contexto de saúde pública da Catalunha (por exemplo, si tem um déficit grave de profissionais de saúde), mas em princípio concordo. Podes também escrever «défice». Em alternativa: «se tem profissionais de saúde em falta», «se tem falta de profissionais de saúde». |
Para mim, no geral, todas as pessoas deveriam ter a capacidade de se exprimir e se comunicar na(s) língua(s) da região onde moram. Para mim, no geral, todas as pessoas deveriam ter a capacidade de se exprimir e se comunicar na(s) língua(s) da região onde moram. «capacidade» ou «oportunidade»? |
Também tem um aspecto prático neste assunto: os pacientes de uma região específica têm direito a uma atenção de qualidade na sua língua materna. Também tem (/há) um aspecto prático neste assunto: os pacientes de uma região específica têm direito a uma atenção de qualidade na sua língua materna. «tem» no sentido de «existir», «haver» é usado no português brasileiro. No português europeu, usa-se «existir», «haver». «atenção» talvez queiras dizer «atendimento». |
Isso me fez lembrar um documentário que assisti este ano sobre o uso do asturiano em Asturias, Espanha. Isso me fez (ptpt: «fez-me») lembrar de um documentário que assisti este ano sobre o uso do asturiano «lembrar de»: verbo + preposição («lembrar» + complemento direto sem preposição só é usado na linguagem muito formal) |
No depoimento dele, um enfermeiro compartilhou uma história sobre um doutor que não conseguia entender os sintomas de uma paciente porque ele não falava asturiano. N «dele» refere-se a «um enfermeiro». Esta estrutura não é comum no português, ainda que possível. «doutor» é usado como título («o doutor Silva»), nunca como profissão; neste caso, usa-se «médico». Ex.: «O doutor Silva é médico». Mais idiomático: «por não falar asturiano» |
É lamentável, mas o enfermeiro mencionou que tinha visto muitas situações do tipo. É lamentável, mas o enfermeiro mencionou que tinha visto muitas situações do tipo. Mais formal: «que tinha verificado/constatado» |
O catalão e o asturiano estão em situações diferentes (infelizmente, o asturiano nem é oficial na Espanha), mas ambas as línguas têm em comum serem minorizadas e estigmatizadas em diversos contextos nas próprias regiões. O catalão e o asturiano estão em situações diferentes (infelizmente, o asturiano nem é oficial «têm em comum o facto de» + infinitivo. Sem «o facto de» é possível, mas é um nível de língua que mostra algum descuido. «nas próprias regiões» > melhor: «nas regiões em que são faladas» |
No post, eu queria deixar um comentário, dando ênfase ao quanto pode ser fácil para um falante de espanhol aprender catalão porque as duas línguas são muito parecidas. No post, eu queria deixar um comentário, dando ênfase ao quanto pode ser fácil para um falante de espanhol aprender catalão porque as duas línguas são muito parecidas. Alternativa: «porque» > «já que» |
No entanto, idealmente, esse comentário deve ser escrito e espalhado em catalão. No entanto, idealmente, esse comentário deveria ser escrito e espalhado em catalão. «idealmente» mostra que estás a falar no âmbito das hipóteses, não da realidade; logo, deves usar o condicional ou o conjuntivo. |
Não dá para fazer num outro idioma e até agora só foquei nas habilidades passivas do catalão. Não dá para fazer num outro idioma e até agora só foquei nas habilidades passivas do catalão. «habilidades» melhor: «conhecimentos». «Habilidades» usa-se para coisas mais manuais. «Habilidade linguística» é possível, mas soa estranho; melhor: «conhecimentos linguísticos» |
Mesmo que isso tenha me trazido muitas satisfações, as habilidades ativas abririam para mim as portas de oportunidades gratificantes, como fazer parte de conversações que tenho interesse nas redes sociais. Mesmo que isso tenha me (ptpt: «me tenha») trazido muitas satisfações, «ter interesse em/por». «tenho interesse em/por conversações» > «conversações, em/por que tenho interesse» |
Como diz o slogan da organização: Mantenho o catalão. Como diz o slogan da organização: «Mantenho o catalão. |
Sempre, em todo lugar e com todo mundo! Sempre, em todo lugar e com todo mundo |
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